O futuro do software corporativo

Por Heron em 10 maio 2017

6 minutos de leitura

Um assunto que desde o começo da Laivon vem tomando tempo e criatividade é imaginar e projetar o futuro. Como o nosso trabalho é desenvolver tecnologias para outras empresas, é obrigatório e natural querer sempre estar um passo à frente.

Para isso, observamos tendências, analisamos o passado, e consideramos tudo aquilo que aprendemos ao longo do tempo para imaginar o cenário próximo que deve se formar.

Hoje quero compartilhar um pouco de como pensamos o futuro do software corporativo.

Espero que esse artigo possa inspirá-los, enriquecer o tema e impulsioná-los nessa direção. Já que entre nossos leitores, há pessoas responsáveis por criar e adquirir essas tecnologias. Bom, vamos começar pelo começo, bem rápido e sem enrolação.

No final dos anos 50 já existiam sistemas, que tornaram a gestão de suprimento de estoque automatizada a ponto de se tornar mais rápida que o processo manual. Vinte anos depois, com a disseminação computacional nasceram os primeiros ERPs, ainda sem esse nome. Mas com a mesma ideia.

O futuro do software corporativo

Mas afinal, o que é um ERP?

Bom, você provavelmente já sabe, então serei bem direto: ERP é a sigla em inglês para Enterprise Resource Planning ou Planejamento de Recurso Corporativo, na prática é um ou mais softwares que tem a função de agregar todas as informações e processos de uma empresa.

Apesar do nome, que vem do seu legado histórico. Hoje, os ERP’s possuem muito mais funções além da gestão de recursos. Em meados da década de 90, um grande “boom” de vendas se seguiu e hoje em dia é muito comum empresas com ERP’s dos mais diferentes tipos.

Era comum ter apenas um grande sistema. Mas, com o aumento do nível de complexidade e para atender mais empresas surgiram pacotes específicos para áreas diferentes de uma empresa.

Cenário atual

Hoje o mais comum são ERP’s específicos para cada atividade econômica, levando em consideração as necessidades daquele setor. Como por exemplo: para empresas de agronegócio, gestão hospitalar, venda e locação de equipamentos, hotelaria, etc.

Nos últimos anos tivemos duas grandes mudanças, o fim do modelo de software corporativo de prateleira, onde se compra uma licença de uso e instala um programa no computador.  E, surgiram sites onde se faz uma assinatura periódica e usa-se pelo tempo que quiser. Isso só foi possível graças a computação em nuvem, e a evolução de navegadores como o Chrome.

Também na última década, a mobilidade veio trazendo Aplicativos disponíveis a qualquer um e de qualquer lugar, de forma fácil e acessível, além do Big Data e de redes sociais.

A grande verdade, acredite ou não, é que muitos ainda estão presos ao modelo de software de prateleira enquanto já estamos falando da era pós Apps.

Tendências

Em todo lugar que pesquisar por tendências para o próximos anos verá essas vertentes:

  1. Inteligência artificial e Aprendizagem de Máquina
  2. Realidade Virtual e Aumentada
  3. Blockchain
  4. Internet das coisas.

Outras coisas que já foram tendências, deve se tornar mais interessantes como Big data e as Redes Sociais,  atingindo um novo patamar através da inteligência artificial.

Blockchain é um sistema de registro descentralizado que garante a segurança e autenticação de dados. Pode revolucionar o setor financeiro, de contratos e dados abertos.

Internet das coisas é um dos mais sutis, é difícil imaginar o real impacto disso, mas podemos pensar em uma revolução de pequenas máquinas inteligentes substituindo coisas do dia a dia. Ninguém sabe como isso pode afetar efetivamente a cadeia produtiva. Acredito que a ondemand de suprimentos e recursos atual, será brincadeira perto do que isso irá proporcionar.

A Realidade Virtual proporciona um ambiente virtual completamente imersivo, já a aumentada é aquela na qual você enxerga o mundo real com algo inserido digitalmente. A aumentado vem desse Plus do digital. Áreas ligadas à indústria, projetos, entretenimento, entre outras, vão precisar se adaptar a essa realidade. Outro ponto importante é que essas duas tecnologias permitem repensar completamente a experiência que um cliente pode ter.

Inteligência Artificial é uma das coisas mais inovadoras já criadas. A partir 2014 os protótipos deixaram de ser brinquedos e se tornaram coisa séria. Hoje, as máquinas estão “aprendendo” e sendo “treinadas” a fazer coisas que não foram programadas, de forma semelhante a como um ser humano aprende. Isso vai revolucionar TODAS as áreas.
Ok, mas e como isso irá impactar o software corporativo, e as empresas?

Um passo à frente

Como vimos na evolução dos ERPs, eles foram se tornando cada vez mais especializados. Entretanto, muitos deles se tornam inflexíveis e pouco práticos em adaptar-se às mudanças. Novos softwares menores e muito focados em tarefas práticas surgiram e se popularizaram, como CRM, softwares de projeto, etc.

Com isso podemos esperar um ERP centralizado e conectado à diversos outros sistemas, mais específicos e práticos. Isso trará mais independência às grandes empresas e flexibilidade para se escolher o software corporativo que é melhor pro seu negócio. Uma verdadeira plataforma corporativa, composta por API’s, controles de regras de negócio e analytics, com inteligência artificial para extrair o máximo de dados úteis. Essa simplicidade permitirá uma adaptação mais rápida às novas tecnologias que virão.

Já existem Startups focadas em automatizar integrações entre diferentes serviços distintos, montando verdadeiros workflows automáticos de tarefas repetitivas. Temos a Zapier como case global e a Pluga e o LinkApi como nacionais. O LinkApi, por exemplo, permite interações muito complexas.

Inteligência em toda parte, não só no analytics, mas até na forma de se usar o sistema. Acredito que no futuro dos apps e softwares, eles aprenderão qual será a forma mais eficiente de guiar o utilizador do sistema, o tornando mais produtivo no seu trabalho. Talvez através de Chatbots o treinamento de funcionários seja quase tão pessoal quanto se fosse feito um gestor bem qualificado.

Imagine o dia em que seu CRM estará dando dicas de venda de tudo que ele aprendeu, sobre aquele potencial cliente em específico, para seu vendedor. Acho que essa realidade não está tão distante. Posso imaginar a internet das coisas, aplicativos e a web trazendo o seu ERP para fora do escritório, controlando operações em qualquer lugar e recebendo dados 24/7.

API’s, API’s e mais API’s, seu software estará conectado a tantas coisas, serão verdadeiras máquinas de pesquisar e organizar informação. Talvez prevendo acontecimentos futuros baseados nisso, como já ocorre no mercado financeiro.

Possível Cenário atual

Imagine um cenário onde um Chatbot atende seu cliente pelo site, mantendo um contato textual como se fosse um atendente. Esse dados sao enviados para um CRM, que compara o perfil de compra daquele cliente com outros parecidos. Ele indica opções mais interessantes a esse cliente, podendo interagir como um vendedor, que já conhece o cliente há muito tempo. A compra é fechada e, no próprio site, o sistema emite uma nota fiscal, avisa ao estoque que precisa repor aquele item, informa aos responsáveis que há um produto a ser entregue e gera a demanda na transportadora.

Por conseguinte, o estoque já abre um processo de cotação automática para decidir qual o melhor fornecedor para repor aquele item. Além disso, o sistema de entrega da transportadora é geolocalizado e informa a localização do pedido do cliente em realtime. Por fim, seu cliente é avisado pelo mesmo chatbot que o atendeu, que seu produto já está a caminho e que deve chegar em 2 horas e 20 minutos. Hoje, tudo isso já é possível através da integração de diversos softwares. Esse nível de produtividade e eficiência é algo incrível que vai mudar o mercado.

Imaginando que no futuro os veículos serão elétricos e autônomos. A única interação com humanos em todo processo será pegar a mercadoria no estoque e colocá-la dentro de um caminhão, já embalada e pronta, com a nota fiscal correta para entrega.

Cenário dos Softwares MUITO inteligentes

Imagine hoje seu CRM com dito acima, analisando todas as interações feitas na empresa e registradas pelo CRM, ERP e outros softwares. Ele pode ter a visão que nenhum gestor, ou vendedor seria capaz, nem sequer seria humanamente possível analisar tudo. E com base nisso, pode aprender padrões e correlações de acontecimentos que levam ao sucesso ou ao fracasso, e posteriormente usar isso para ajudar a equipe de vendas.

Isso até é possível com Big data, mas ainda é preciso que alguém organize os dados e os relatórios de forma bruta, as limitações da própria equipe de B.I. Já esse CRM pode estar lendo e aprendendo padrões de diversas empresas ao mesmo tempo, afinando seu aprendizado por setor, cliente específico, área de atuação de uma forma que nem podemos prever.

Conclusão

Temos ERP’s bem focados em setores. Mas, no futuro, o foco em problemas específicos e a flexibilização desses sistemas vai permitir acompanhar melhor as mudanças tecnológicas e as necessidades do mercado. Além de diminuir a dependência de fornecedores específicos. O ERP deve se tornar uma plataforma que integra e concentra outros sistemas, dos mais variados tipos, desde outro software enorme, até um sensor numa prateleira.

Além de, provavelmente, possuir algum nível de inteligência artificial de forma que encontre padrões e assuma um papel do business intelligence, na questão de análise de dados para tomada de decisão. 

Por fim, haverá uma interação entre homem e software muito mais pessoal e intuitiva. Favorecendo o treinamento do software que agora precisa aprender, e do colaborador que está sendo ajudado e analisado pelo próprio software, orientando-o em como se tornar mais produtivo com ele.

A Laivon tem como objetivo acelerar a evolução de empresas através da tecnologia. Entre em contato e vamos construir algo grande juntos.

Fale com um Especialista

Comentários

comments

Inscreva-se

Assine nossa newslleter e receba conteúdos para tornar sua empresa cada vez melhor diretamente no seu e-mail.