Softwares na Nuvem

Por Heron em 20 mar 2017

5 minutos de leitura

Na última década, empresas do mundo todo passaram por uma grande evolução e um salto em produtividade, crescimento, agilidade e outras diversas características. Isso foi, especialmente, graças ao surgimento da Cloud Computing ou, em português, computação na nuvem.

Este texto não visa explicar o que é a Cloud ou a história de como tudo aconteceu, mas sim mostrar um pouco das tecnologias e o impacto delas nos últimos anos e o que vem pela frente.

O Começo

O termo ficou muito popular no final de 2007. Muitas coisas já existiam, como o Gmail, de 2004, ou o Ebay, a Amazon e a Salesforce, que já eram softwares na nuvem desde a década de 90. Mas, apenas no começo de 2008 esses serviços começaram a se popularizarem. Surgiram diversos softwares nesse modelo, no qual você se cadastra em um site e utiliza um serviço gratuito ou pago, geralmente pagando uma mensalidade ou anuidade, um deles foi o DropBox.

Um ano antes, em 2006, a Amazon, me arrisco a dizer, a maior e-commerce do mundo, possuía enormes data centers para dar conta de datas especiais onde os picos de vendas eram enormes. E, ficava com todos essas máquinas paradas quando esses momentos de alta demanda passavam. Então, ela criou um serviço que lhe permitisse alugar toda essa infraestrutura por um preço muito mais baixo do que construir uma nova, do zero.

Isso permitiu que empresas pequenas alugassem e pagassem somente pelo que era consumido. Então, do dia pra noite, milhares de softwares na nuvem poderiam se tornar altamente escaláveis, crescendo muito rápido. Era só ir aumentando o número de computadores na Amazon para processarem demandas maiores.

Seria muito difícil o surgimento das grandes empresas que vemos atualmente no mercado (SnapChat, Netflix, Uber, etc.) se elas não pudessem disponibilizar dessa infraestrutura barata no começo, quando ainda eram pequenas e não tinham muitos recursos.

Não vamos nos esquecer que o primeiro iPhone também foi anunciado no mesmo ano. A era dos aplicativos já daria seus primeiros passos para se tornar global.

Antes era necessário ter um software instalado no seu computador ou funcionando em rede, dentro de uma empresa. A cada atualização todos os softwares precisavam ser mudados, e o custo para manter, instalar, configurar e resolver problemas era alto. Além de dificultar a melhoria dos softwares, por conta de dificuldade de atualização.

Acesso a novas tecnologias

Com a popularização de software na nuvem, tudo mudou. Não é mais necessário instalar coisa alguma, no máximo um aplicativo, que é, literalmente, tão simples como o apertar de um botão. A manutenção é invisível, já que outra empresa está fazendo, além de ser contínua, sem necessidade de atualizações.

Atualmente, até os backups são todos automatizados em diversos servidores, e você quase nunca precisa se preocupar com isso. Era preciso estar sentado em um escritório para trabalhar, hoje isso pode ser feito de qualquer lugar e em qualquer hora, em diversos dispositivos. Além disso, geralmente esses softwares analisam o uso e testam melhorias em tempo real, baseando novas funcionalidades nos feedbacks dos usuários, o que faz o serviço se tornar cada vez melhor. 

Vivemos um nível de colaboração digital, jamais visto, em tempo real. Esse post mesmo é feito no Google Docs, um editor de texto parecido com o Office da Microsoft ou o Libreoffice, mas, online. Nele, mais de uma pessoa pode revisar e escrever o texto ao mesmo tempo, marcar trechos, comentar e tem até um chat interno para comunicar com sua equipe. Não só o Docs, mas todas as ferramentas do G-Suíte são assim. Eu uso muito e recomendo.

O mercado cresceu 

Como dito antes, o crescimento digital era lento e tinha uma relativa complexidade de entrada. Entretanto, essas facilidades diminuíram os preços, porque podia se vender para o mundo todo e ganhar com o volume. A escala de crescimento dessas empresas digitais desenhava uma linha vertical astronômica.

Essas mudanças balancearam o jogo e a competição entre grandes e pequenas empresas. Permitiram o acesso a softwares antes caríssimos, a custos bem menores, pois é possível pagar somente enquanto precisar. Isso levou a competição a um novo nível.

Quando a Big Data surgiu, muitas empresas pequenas mas que possuem alto volume de dados conseguiram replicar o resultados das gigantes utilizando essa infraestrutura como serviço. Hoje já há empresas que tornaram mexer com Big Data algo simples, através de softwares na nuvem. Neles você pode processar grandes volumes de dados. Esse dados podem vir de várias formas, seja upando um arquivo, conectando um banco de dados ou, meu preferido, conectando com sistemas utilizando APIs.

Com soluções cada vez mais baratas e com o crescente número de novas tecnologias, criar um aplicativo, ou fornecer um serviço através de um está muito mais barato. Fazendo um auto Jabá, nós desenvolvemos aplicativos, caso esteja querendo um 😉

O futuro que já está acontecendo

Você sabe quais são as duas principais tendências que devem mudar o paradigma atual, transformando as empresas e mercados novamente? Ambas são quase invisíveis, mas isso também as tornam especiais.

Inteligência artificial 

Essa tecnologia tem um potencial assustador e é, certamente, o maior avanço que podemos ter em breve. A capacidade de automatizar áreas inteiras é enorme, e quase obrigatório na próxima etapa da evolução.

Já existem milhares de softwares automatizando departamentos inteiros, quer ver? Da uma conferida nesse post que eu escrevi: Automação corporativa, bots e inteligência artificial.

Internet das coisas

Com a possibilidade de tornar o mundo real digital, e o digital real, tudo pode interagir com você. Assim como o telefone que virou um smartphone, tudo pode se tornar mais “smart”, mais inteligente, conectado, integrado, quase invisível, mas transmitindo dados o tempo todo para a internet.
Nesse cenário, as possibilidades são enormes. O analytics que teremos em mãos será sem precedentes e, aliados a big data e a inteligência artificial, os impactos podem ser ainda mais profundos.

Sua empresa precisa estar na nuvem

Não há mais desculpas para não aproveitar todas essas vantagens. Claro, a nuvem, também apresenta desvantagens. Ao meu ver são duas as principais: a necessidade de se estar conectado e a segurança dos dados.

Hoje a preocupação está cada vez maior com segurança e muito tem sido feito para melhorar as tecnologias. Já surgiram empresas que fornecem isso na nuvem, como a CloudFlare. Inclusive, nós também usamos serviços deles.

Quanto a estar conectado é cada vez mais fácil hoje em dia, mas ainda existem períodos onde não temos conexão. Com isso, diversos sistemas e apps tem criados formas de contornar esse problema, utilizando armazenagem de dados offline. Nosso aplicativo para gestão de equipe externas é um exemplo. Ele pode funcionar totalmente sem internet, salvados seus dados e quando estiver conectado transmitindo todas as informações.

As vantagens são muitas:

  • Mais economia.
  • Acesso a outro nível de competitividade.
  • Serviços melhores.
  • Acessível de qualquer lugar a qualquer hora.
  • Melhorias Constantes.
  • Maior segurança.
  • Integração a outros serviços de terceiros.
  • Maiores capacidades de processamento de dados.

Já se passaram 10 anos desde o grande boom. Tá esperando o que para fazer parte disso?
Se precisar de ajuda para ingressar ou migrar a sua tecnologia, entre em contato com a gente. A Laivon é uma nativa digital e poderá te ajudar de várias formas 😉

A Laivon tem como objetivo acelerar a evolução de empresas através da tecnologia. Entre em contato e vamos construir algo grande juntos.

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